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Ensaio gestante é luxo ou memória?

  • Foto do escritor: Cris Custodio
    Cris Custodio
  • 7 de mar.
  • 1 min de leitura

Atualizado: 8 de mar.


Existe uma ideia silenciosa que acompanha muitas gestantes:

“Será que um ensaio é necessário… ou é só um luxo?”

Talvez a melhor pergunta seja outra: o que dessa fase você não quer esquecer?



Porque a gestação é feita de detalhes que desaparecem sem aviso.

O formato da barriga que muda a cada semana. O hábito quase involuntário de acariciá-la. O olhar do pai — que já carrega proteção, mesmo antes do primeiro encontro.

Tudo isso acontece uma única vez.

E memória, sem registro, se torna fragmento.

Com o passar dos anos, a gente lembra do que sentiu… mas nem sempre consegue acessar a imagem com clareza. É como tentar segurar algo entre os dedos — bonito, mas impossível de reter completamente.

É aqui que a fotografia deixa de ser estética e passa a ser legado.



Um ensaio gestante não é sobre excesso.

É sobre permanência.

Não tem relação com ostentação, e sim com significado.



Luxo é aquilo que impressiona os outros.

Memória é aquilo que sustenta a nossa própria história.

E quando um filho cresce e vê como era esperado… algo profundo acontece ali.

Há pertencimento. Há amor visível.

As imagens contam, sem precisar de uma única palavra:

“Você já era parte de nós.”


Talvez hoje pareça apenas um ensaio.

Mas, no futuro, será uma das heranças emocionais mais valiosas que você pode oferecer.


O tempo não desacelera. A vida não pausa.

Mas a fotografia tem esse poder raro — quase mágico — de transformar instantes em algo eterno.

Então, não. Não é luxo.

É memória com raízes.

E tudo aquilo que tem raízes… atravessa gerações.


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